Arquivo para agosto 2011

Falta de Infraestrutura Para Bicicletas em Maringá – Introdutório   Leave a comment

Maringá é uma cidade que sempre se vendeu como ecológica, como uma cidade verde… De certa forma isso é verdadeiro, pois temos grandes áreas com vegetação abundante, principalmente nas áreas centrais. O que é certo dizer é que Maringá é uma cidade que foi pintada de verde, principalmente pelas campanhas publicitárias realizadas pelo poder público, e que possui diversos problemas ambientais (cf. o livro “Maringá Verde? O desafio ambiental da gestão das cidades”, de Júlio César Garcia). Um dos principais problemas, que não é apenas ambiental mas também social e estrutural urbanisticamente falando, é o da utilização excessiva do transporte individual motorizado. Segundo dados do Detran/PR, a frota de veículos em Maringá chegou aos exorbitantes 245.354 veículos no mes de Junho de 2011, sem contar os veículos emplacados em outros municípios que rodam em nossas ruas. Nos horários de pico temos diversos problemas relacionados ao fluxo excessivo de veículos em nossas ruas, problemas esses que antes eram comuns aos grandes centros urbanos.

De outro lado, nosso sistema de transporte público possui diversos problemas, e que não possuem ao meu ver um tratamento adequado e pelo o que se encaminham tão cedo terão melhorias. Horários esparsos, excesso de passageiros dentro dos carros nos horários de pico, tarifa alta, são diversos problemas que se apresentam aos seus usuários. Esses problemas fazem que cada vez mais usuários iniciem a utilização de outros meios de transporte, principalmente os indviduais motorizados, como automóveis e motocicletas que, com a melhoria das condições de compra se tornaram mais acessíveis para aquisição. Existem algumas alternativas para a superação desses problemas. Uma delas seria a melhoria substancial das condições de utilização dos meios de transporte públicos, mas essa é uma discussão para depois…

Além da melhoria dos transportes públicos, outra alternativa que considero essencial são as bicicletas, tão discriminadas, consideradas “transporte de pobre”, são um meio de transporte que une diversos aspectos positivos, nos quais destaco: poluição zero (ou quase), ocupação de um espaço reduzido dentro do trânsito e a melhoria da qualidade de vida de seu usuário. Nossa cidade sofre com uma carência muito grande de infraestruturas para a utilização de bicicletas no cotidiano das pessoas. Como disse, acredito que a bicicleta é um dos meios estratégicos para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, hoje povoadas pelos meios de transporte motorizados, principalmente os automóveis. Para a superação dessa situação, se faz necessário a implantação de uma infraestrutura mínima para que o pretenso ciclista possa utilizar diariamente a bicicleta em seus deslocamentos diários. Duas infraestruturas que creio serem importantes e que são quase que totalmente negligenciadas são as ciclovias e os locais para estacionamento de bicicletas, os famosos bicicletários.

Temos duas ciclovias em nossa cidade, que estão na Av. Pedro Taques e Mandacaru. É alguma coisa já, mas ainda são intervenções muito incipientes por parte do poder público. O que deve ser criticado é que essas ciclovias possuem um sentido mais ou menos paralelo Norte-Sul, enquanto isso não existe nada que abranja um sentido perpendicular, como uma Av. Colombo e Brasil, o ciclista acaba por fazer um trecho misto ciclovia/trãnsito compartilhado. Tenho algumas críticas às ciclovias, principalmente no que concerne à questão da segregação que ela promove, mas esse é um assunto pra outra hora.

Sobre os locais pra estacionamento e guarda de bicicletas, estes são de extrema importância para quem utiliza a bicicleta cotidianamente. É muito importante que o ciclista quando ir ao banco, supermercado, shopping, possuir a tranqulidade necessária para realizar suas atividades. São muito poucas estruturas preparadas para o estacionamento de bicicletas em Maringá, e as existentes são inadequadas para se prender uma bicicleta com segurança. Para a resolução desses problemas, temos dois agentes que são importantes: o poder público para a colocação de bicicletários públicos, principalmente perto do terminal de ônibus, já visando aí a integração modal; e os estabelecimentos comerciais, que devem oferecer os bicicletários ou algo que o valha para seus clientes, para que o ciclista realize suas atividades com a tranquilidade necessária. O Legislativo poderia também colocar uma legislação obrigando alguns estabelecimentos comerciais a oferecerem bicicletários adequados para a guarda das bicicletas dos ciientes, mas esse é um outro assunto também, que se fosse votado mesmo creio que seria bem polêmico…

É isso aí pessoal, uma das minhas inquetações sobre a Mobilidade Urbana em Maringá, gostaria de ouvir as discussões dos amigos, breve pretendo escrever mais coisas…

 

Um Abraço!

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Publicado agosto 24, 2011 por asverdugadas em Uncategorized

O porquê de se valorizar a Música Caipira – I   Leave a comment

Este texto foi publicado originalmente no meu antigo blog, mas passo pra cá pois quero fomentar a discussão sobre o tema, que também me interessa bastante…

Música Caipira. Sim, ela existe!
Mas aonde ela foi parar?


Infelizmente, este gênero musical foi deixado de lado há muito tempo pelos meios de comunicação (rádio, televisão). Um gênero com tantas obras-primas e tantos artistas de extrema qualidade, ser deixado de lado, é na minha opinião, um verdadeiro absurdo!!!!

Eu acabei sendo profundamente influenciado por esse gênero musical. Desde pequeno sempre ouvia músicas desse tipo, principalmente Tião Carreiro e Milionário e José Rico (apesar de estes não serem exatamente caipiras, na acepção do termo). Inclusive meu avô, quando moço, tocava viola e dançava o catira, dança típica do interior de São Paulo, dança essa que consiste em bater os pés e as mãos no rítimo da “moda” tocada pelos violeiros do local.

Músicas como: Cabocla Tereza, Chico Mineiro, Boiadeiro Errante, Rei do Gado, entre inúmeras, que eu levaria semanas para escrever neste post, não podem ser deixadas de lado desta maneira. Mas como entender este fenômeno. Para um melhor entendimento, coloco uma citação do livro de Adorno e Horkheimer, Dialética do Esclarecimento:

“Toda cultura de masas bajo el monopolio es idéntica, y su esqueleto – el armazón conceptual fabricado por aquél – comienza a dibujarse. Los dirigentes no están ya en absoluto interesados en esconder dicho armazón; su poder se refuerza cuanto más brutalmente se declara. El cine y la radio no necesitan ya darse como arte. La verdad de que no son sino negocio les sirve de ideología que debe legitimar la porquería que producen deliberadamente. Se autodefinen como industrias, y las cifras publicadas de los sueldos de sus directores generales eliminan toda duda respecto a la necesidad social de sus productos.” (Horkheimer e Adorno, 1998, p.166, grifos nossos)

A chamada “Industria Cultural” acaba por controlar o que deve ou não ser exibido nos meios de comunicação, normalmente o que é mais rentável é exibido, e o que não têm lucro é extirpado como um câncer do convívio das rádios e televisões. A música caipira, nesse processo, acabou relegada apenas aos programas “hora da saudade”, apesar de algumas resistências, principalmente o programa de Inezita Barroso “Viola, minha viola”.

Existe remédio para essa situação. Creio que sim. Quero construir aqui um espaço para colocar alguns aspectos e discussões para se entender o universo da música caipira

Publicado agosto 15, 2011 por asverdugadas em Indagações, Música

Olá….   Leave a comment

Como vão?? kkkkkkkkkkk

Publicado agosto 12, 2011 por asverdugadas em Uncategorized