O porquê de se valorizar a Música Caipira – I   Leave a comment

Este texto foi publicado originalmente no meu antigo blog, mas passo pra cá pois quero fomentar a discussão sobre o tema, que também me interessa bastante…

Música Caipira. Sim, ela existe!
Mas aonde ela foi parar?


Infelizmente, este gênero musical foi deixado de lado há muito tempo pelos meios de comunicação (rádio, televisão). Um gênero com tantas obras-primas e tantos artistas de extrema qualidade, ser deixado de lado, é na minha opinião, um verdadeiro absurdo!!!!

Eu acabei sendo profundamente influenciado por esse gênero musical. Desde pequeno sempre ouvia músicas desse tipo, principalmente Tião Carreiro e Milionário e José Rico (apesar de estes não serem exatamente caipiras, na acepção do termo). Inclusive meu avô, quando moço, tocava viola e dançava o catira, dança típica do interior de São Paulo, dança essa que consiste em bater os pés e as mãos no rítimo da “moda” tocada pelos violeiros do local.

Músicas como: Cabocla Tereza, Chico Mineiro, Boiadeiro Errante, Rei do Gado, entre inúmeras, que eu levaria semanas para escrever neste post, não podem ser deixadas de lado desta maneira. Mas como entender este fenômeno. Para um melhor entendimento, coloco uma citação do livro de Adorno e Horkheimer, Dialética do Esclarecimento:

“Toda cultura de masas bajo el monopolio es idéntica, y su esqueleto – el armazón conceptual fabricado por aquél – comienza a dibujarse. Los dirigentes no están ya en absoluto interesados en esconder dicho armazón; su poder se refuerza cuanto más brutalmente se declara. El cine y la radio no necesitan ya darse como arte. La verdad de que no son sino negocio les sirve de ideología que debe legitimar la porquería que producen deliberadamente. Se autodefinen como industrias, y las cifras publicadas de los sueldos de sus directores generales eliminan toda duda respecto a la necesidad social de sus productos.” (Horkheimer e Adorno, 1998, p.166, grifos nossos)

A chamada “Industria Cultural” acaba por controlar o que deve ou não ser exibido nos meios de comunicação, normalmente o que é mais rentável é exibido, e o que não têm lucro é extirpado como um câncer do convívio das rádios e televisões. A música caipira, nesse processo, acabou relegada apenas aos programas “hora da saudade”, apesar de algumas resistências, principalmente o programa de Inezita Barroso “Viola, minha viola”.

Existe remédio para essa situação. Creio que sim. Quero construir aqui um espaço para colocar alguns aspectos e discussões para se entender o universo da música caipira

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Publicado agosto 15, 2011 por asverdugadas em Indagações, Música

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